AS RIQUEZAS DO INTERIOR

Riquezas do Interior, o livro de estréia da escritora mineira Elenise Evaristo, abre caminhos no cenário literário brasileiro com a telúrica brejeirice de Minas Gerais. É em horinhas de descuido, como diria o também mineiro Guimarães Rosa, que Elenise capta momentos do cotidiano das cidades do interior e, com uma linguagem leve e acessível, convida o leitor a conhecer as riquezas de suas lembranças e de sua terra. Amalgamado ao seu estilo, Elenise utiliza seu repertório de leitora que vai de Drummond a Proust, passando por Machado de Assis e Rachel de Queiroz, para dar forma a sua escrita. Nas 27 crônicas que compõem o livro, a escritora traz à tona a imagem dos contadores de “causos”, a alegria das festas tradicionais, a inata religiosidade do povo de Minas, a singularidade da cultura popular das Gerais e reverencia personalidades marcantes e importantes por sua “mineirice”, como Fernando Sabino e Juscelino Kubitschek. Sob o olhar sensível e aguçado da autora, são resgatados valores humanos que, ao contrário do que se pensa, não ficaram perdidos no tempo, mas adormecidos no íntimo de cada um. Riquezas do Interior é um convite para que esses valores sejam despertados e para que possam ser postos em prática o quanto antes. Um mergulho no interior de cada indivíduo. Uma percepção das riquezas do ser humano. É o que Elenise Evaristo desafia seu leitor a fazer. * Texto escrito por Ana Carla Nunes e Beatriz Badim de Campos

O meio ambiente vem sendo cada vez mais ameaçado pela degradação que o ser humano produz, diante destas situações, seria tão fácil evitar com pequenos atos, como jogar aquele ínfimo saco plástico dentro da lata de lixo, evitando assim grandes de grandes catástrofes, mas não nos importamos com isto. Eu fico indignada com minha cidade, pois em algumas ruas não encontro lixeiras, dai tenho de jogar papeis dentro de minha bolsa, para chegar em casa e só assim, poder jogá-los fora, isto sem falar naquele palitinho de picolé, que tenho de carregar nas mãos até dar sorte de encontrar pelo menos um saco plástico com lixo residencial , depositando o palito ali, já seco de tanto segurá-lo. Outra coisa que me revolta, são aquelas lixeiras feitas como se fossem gradinhas, você joga o lixo ali, e se ele for pequeno, escorre pelas grandes, que falta de serviço e gasto de dinheiro à toa!

Sabemos que o mundo vive a desenfreada busca pelo dinheiro, produzindo cada vez mais fábricas poluentes,onde, empresários na ânsia de ganhar dinheiro, não se preocupa em poupar o meio ambiente, não importando com o futuro de seus filhos e netos, despejando seus resíduos químicos em rios já semi-mortos pela poluição.O desmatamento, que casa um grande desequilíbrio no ecossistema, tudo isto não interessa aos fazendeiros e outros produtores, que vão cada vez mais ferindo mata adentro. Aluvião acontece a todo instante, reflexo da ação do homem. Inúmeras são as manifestações da revolta da natureza.
Movimentos como o Greenpeace, tentam fazer sua parte, mas ainda falta muita conscientização.A mítica Mãe terra, Gaya, sofre por seus filhos, vendo que estão causando sua própria destruição. Ainda me lembro que, quando criança, havia uma mina perto de casa, a água límpida escorria pelos dedos, como era refrescante, saborosa, gostinho de brincadeira. Hoje, a mina ainda existe, só que desativada para beber de sua água.A degradação acontece por todo canto, um exemplo são as manchas que levam tempo para deteriorarem no oceano, oriundas de colossais petroleiros , matando assim a vida dos fundos dos mares.
O comentado filme 2012 impressiona pelas cenas ,mostrando bem os fenômenos catastróficos que aconteceriam no citado ano.Ficção à parte, façamos nossa parte enquanto é tempo, porque depois não adiantará nada construirmos barcos gigantes no Himalaia como no filme do cenário apocalíptico 2012, ou de fazer a grande barca como o bíblico Noé, que afinal, levou só os animais...

O despertar da flor de maio


Uma das primeiras crônicas que tive acesso foi a de Rubem Braga, intitulada Flor de Maio.Aquele poema em forma de crônica, despertou em mim as mais puras emoções. Com uma visão sensível e docemente refinada , como só os cronistas sabem temperar os fatos do cotidiano, o texto relata sobre a notícia de um jornal sobre o nascimento da chamada flor de maio, ou flor de seda, no Jardim Botânico, em meios a tantas outras notícias . O autor fica contaminado pela notícia, e faz a crônica, dizendo ficar feliz se alguém, através da leitura de sua crônica, puder ir visitar a flor de maio , deixando de lado, alguns afazeres.-“ Ir só, no fim da tarde, ver a flor de maio, aproveitar a única notícia boa de um dia inteiro de jornal, fazer a coisa mais bela e emocionante de um dia inteiro da cidade imensa(...)”.

A crônica nunca saiu de minha memória afetiva ...A flor de Maio, que floresce só no outono.Dependurada na pontinha do caule meio pontiagudo e verdinho, é de grande beleza, muito apreciada pelos beija-flores. Tornou-se uma das minhas flores preferidas( talvez pela reverência que a crônica de Rubem Braga me causou) em paralelo com a orquídea.
Peço licença então, para falar da minha flor de maio. Pois há algum tempo comecei a conhecer as espécies das flores, e soube que aqui em casa tinha a flor de maio, e foi amor à primeira vista. Temos três vasos com espécies da referida flor, dois no quintal, na cor branca e um no alpendre , na cor rosa (palavra arcaica e interiorana, mas que já me acostumei, assim como tantas outras). E foi justamente neste vasinho do alpendre que a primeira flor de maio brotou, tímida e onipotente, a esperar por suas irmãs. O vaso fica misturado aos xaxins, de pequenas flores e outras folhagens, e hoje passando vi aquele ponto meio rosado, puxei a planta e lá estava a danadinha, que deve ter aproximadamente uns três dias de vida na minha concepção. Um descuido não tê-la visto antes, devaneios do dia-a-dia.Espero que a crônica do mestre tenha levado bastante gente ao Jardim Botânico,na época em que foi escrita: enamorados, velhinhos, zangados, depressivos, poetas, artistas e outros , assim como conseguiu me surpreender com seu jeito de escrever, conquistando uma verdadeira admiradora da outonal flor de maio, sabendo que posso achá-la em qualquer circunstância do jardim da vida.

Parabéns, querida Sofia

O dia em que fui ver pela primeira vez Sofia após seu nascimento, ainda no hospital, deparei com uma menininha com poucos cabelos, ralos e pretos, os olhinhos meio puxadinhos, cor de jabuticaba, espertos como ela só. A face rosada, como todo bebê, e expressão de brava, tipo “não mexa comigo”; brava não era, era um doce, que sabia chorar na hora em que precisava, fazendo valer seus direitos pueris.
Hoje completa neste 13 de Maio de 2010, 10 anos, e você Sofia, está ai, alegre a brincar com seu inseparável cãozinho Toquinho, bagunceiros como só, bagunceiros não, felizes. Esguia e linda, estudiosa, prestes a ir para a 5 série, carinhosa e esperta.
Sofia significa: a sábia, sabedoria... ainda me lembro de seus perguntas, ainda por volta de 3, 4 anos, perguntas inteligíveis; e ela não mede esforços não, é líder nas brincadeiras, apazigua os ânimos dos coleguinhas,para ela a vida é uma festa, sempre envolta com suas canções.Foi a primogênita dos priminhos, em minha família,que numa época de perdas, veio como uma verdadeiro presente em nossas vidas.






Com suas historinhas da Turma da Mônica, sabe puxar as brincadeiras, não é raro eu estar sentada, lendo e Sofia começar com seu incansável “E ai...” e ai lá vem história, com quem tiver por perto, uma imaginação incrível, que perdoa seu único defeito de querer um lanchinho “nas mãos”, pachorramente sentadinha no sofá, assistindo ao Sítio do Pica Pau Amarelo. Brincadeira, afinal, é bem comportada, e merece este pequeno sacrifício.Espero que cresça com todos bons sentimentos no coração, e que jamais deixe este seu lado espirituoso de lado, característica que torna você tão especial.
São tantas histórias, não é, mocinha? Você, quando criança, se assustando com o chafariz barroco com cara de belzebu na cidade de Sabará, abriu o maior berreiro, não me esqueço jamais... O nosso segredinho da estrela cadente... Você ainda pequenininha, acompanhando as “Pastorinhas” junto com as crianças maiores. Aquele pardalzinho que pegou para cuidar , com a perninha machucada, o coitadinho não resistiu uma noite sequer, e você contou o fato para todos que quisessem ouvir, com os olhinhos (hoje amendoados, mais claros, assim como seus cabelos) rasos d´água. São histórias que esta tia coruja aqui não esquece, e escrevi este pequeno texto informal, e em singelas palavras dizer o quanto você é importante. Desejo, neste dia tão especial, que é seu aniversário, que Deus a abençoe sempre e que a estrela, nossa estrela cadente sempre guie seus passos no céu da vida. Parabéns, Sofia.

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PRIMEIRO LIVRO DE CRÔNICAS, INTITULADO “RIQUEZAS DO INTERIOR” DA ESCRITORA ELENISE EVARISTO. Este projeto visa divulgar novos nomes e publicações relacionados a Cultura da Cidade de Três Corações, através do lançamento do livro de crônicas “Riquezas do Interior”, da iniciante escritora Elenise Evaristo, contemporânea, mineira, dotada de sensibilidade e cultura e que com estes adjetivos, retrata na sua primeira publicação, embora já tenha sido apresentada ao mundo literário, através da publicação de um artigo, em livro lançado em 2008, intitulado: Quem conta um Conto de Fadas... Uma introdução aos contos de fadas dos Org. Geysa Silva e Luiz Fernando Matos Rocha. INTRODUÇÃO O Estado de Minas famoso por reunir marcas de um passado de riquezas Patrimoniais e Arquitetônicas, trazidas pelo Barroco e Rococó produzidos no século 18, e que garantiu que parte das cidades históricas adquirissem títulos de patrimônio da humanidade por parte dos órgãos responsáveis, possui ainda mais requinte quando se trata do legado da Cultura popular deixada pelos povos mais antigos. A cultura mineira tradicional fértil e diversificada, atravessa tempos e mostra para o Brasil a importância de se abrasileirar ainda mais as nossas tradições !

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Eu,por mim mesma: Virginiana, Terra, Melancólica. Tímida, Dedicada, Ciumenta, Muito Amor: Deus, família, alguém que sabe quem, amigos, Minas Gerais,e Literatura. Impulsiva, Sensível, Aspirante à escritora. Prazer: pôr-do-sol, cheiro de café coado de preferencia no coador de pano, cheiro de terra molhada, cheiro de curral, brincar com meus sobrinhos, comer bolinhos de chuva, ouvir música, assistir filmes, amo momentos simples e extasiantes Amo cozinhar. Adoro Conversar com pessoas e me encontrar nos meus momentos de solidão.

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