AS RIQUEZAS DO INTERIOR

Riquezas do Interior, o livro de estréia da escritora mineira Elenise Evaristo, abre caminhos no cenário literário brasileiro com a telúrica brejeirice de Minas Gerais. É em horinhas de descuido, como diria o também mineiro Guimarães Rosa, que Elenise capta momentos do cotidiano das cidades do interior e, com uma linguagem leve e acessível, convida o leitor a conhecer as riquezas de suas lembranças e de sua terra. Amalgamado ao seu estilo, Elenise utiliza seu repertório de leitora que vai de Drummond a Proust, passando por Machado de Assis e Rachel de Queiroz, para dar forma a sua escrita. Nas 27 crônicas que compõem o livro, a escritora traz à tona a imagem dos contadores de “causos”, a alegria das festas tradicionais, a inata religiosidade do povo de Minas, a singularidade da cultura popular das Gerais e reverencia personalidades marcantes e importantes por sua “mineirice”, como Fernando Sabino e Juscelino Kubitschek. Sob o olhar sensível e aguçado da autora, são resgatados valores humanos que, ao contrário do que se pensa, não ficaram perdidos no tempo, mas adormecidos no íntimo de cada um. Riquezas do Interior é um convite para que esses valores sejam despertados e para que possam ser postos em prática o quanto antes. Um mergulho no interior de cada indivíduo. Uma percepção das riquezas do ser humano. É o que Elenise Evaristo desafia seu leitor a fazer. * Texto escrito por Ana Carla Nunes e Beatriz Badim de Campos

Parabéns, professores

O Dia do Professor é comemorado no dia 15 de outubro. Mas poucos sabem como e quando surgiu este costume no Brasil.No dia 15 de outubro de 1827 (dia consagrado à educadora Santa Tereza D’Ávila), D. Pedro I baixou um Decreto Imperial que criou o Ensino Elementar no Brasil. Nele, “todas as cidades, vilas e lugarejos tivessem suas escolas de primeiras letras”.
Porém, somente em 1947, 120 anos após o referido decreto, que ocorreu a primeira comemoração de um dia dedicado ao Professor.

Começou em São Paulo, no Ginásio Caetano , o Ginásio conhecido como “Caetaninho”. O período letivo do segundo semestre ia de 01 de junho a 15 de dezembro, com apenas 10 dias de férias em todo este período. Alguns poucos professores tiveram a idéia de organizar um dia de parada para se evitar o cansaço, e também de análise de projetos para o restante do ano.
O professor Salomão Becker sugeriu que o encontro se desse no dia de 15 de outubro, data em que, na sua cidade natal, professores e alunos traziam doces de casa para uma pequena confraternização.Junto com outros professores, a idéia se espalhou por todo Brasil.

Hoje é nosso dia, embora atualmente eu não esteja lecionando, minha alma é voltada para a Literatura. Literatura. Feito este implantado por grandes mestres que tive. No primário recordo da minha primeira professora “tia Ângela” com sua doçura nos ensinou primeiras regras de noções, através dos famosos “trabalhinhos”. Ah, “dona” Marilene Vilela, que saudades, uma baixinha professora, brava e brincalhona ao mesmo tempo, já não se encontra mais entre nós, cumpriu sua fiel missão. Foram tantos professores, e na minha suave área, recordo da professora Sueli Lindalva, que ensinava Literatura através de sarau, professor Lindinalvo, com seu sotaque pernambucano, falava baixinho, com grande educação, aposentou-se e mesmo assim, se dedicava às Letras, oferecendo curso gratuito para os interessados, professor de alma, que já não pertence mais também a este plano. Grande mestra Geysa Silva, que no primeiro dia causou furor em sala de aula, disfarce puro, uma exímia mestra que consegue extrair o melhor de seus alunos, não me esqueço o dia que tirei um nove ao invés de 10, só porque mudei o pobre Alienista de cidade. Boas recordações.

Temos de convir, que pra ser educador hoje não é nada fácil, ainda mais se tratando de adolescentes, existem casos e casos, existem escolas onde o professor além de ensinar, tem que educar, educar no também no sentido pejorativo da palavra, já que alguns pais não dão sabem dar limites a seus filhos. Infelizmente, uma má transferência de valores. É notório que isto acontece também em escolas particulares, paradigma preconceituoso que antes pertencia somente às escolas públicas e municipais. Tenho orgulho de dizer que só estudei em escolas públicas, e hoje estou aqui e me considero uma cidadã honesta. Outro fator relevante que paralisa esta árdua profissão é o salário, coitado dos professores que param somente na Licenciatura, o negócio é estudar mais e mais, pra não ficar a deriva de um mísero salário. Mas também ser professor tem suas vantagens, ensinar aqueles que realmente querem aprender, saber que você fez a diferença na vida de um aluno, com seu jeito peculiar marcante. Todo aluno, deve no seu recôndito, recordar de um professor. Parabéns a todos estes incansáveis mestres, que sobretudo, tem o amor incluído no seu currículo.

“Meu desejo, educador, educadora, é que seu ofício não seja comemorado apenas uma vez por ano, mas que, você possa reconstruir sua missão diariamente, alimentando a sua alma e a de todos que estão à sua volta.”
Rubem Alves

Dia de Nossa Senhora Aparecida

Me disseram, porém
Que eu viesse aqui
Prá pedir de Romaria e prece
Paz nos desaventos


Tudo começou no Rio Paraíba, no ano de 1.717 , quando os pescadores Domingos Garcia, João Alves e Felipe Pedroso lançavam a rede no Rio, incumbidos em busca de peixes para o almoço do Conde de Assumar, governador da província de São Paulo. Tudo estava correndo mal, as redes vazias, até que encontraram uma imagem, e o milagre aconteceu... de lá vieram as primeiras orações e uma capelinha.

Hoje eu não poderia deixar de falar Dela, A padroeira do Brasil. Maria Santíssima, em uma de suas vastas denominações, embora seja uma só.
A cidade de Aparecida do Norte, estado de São Paulo, está repleta de romeiros, pessoas vindas do Brasil inteiro para prestar homenagens à Virgem. Muitos vão cumprir promessas, fatos registrados na sala de milagres. Daqui do meu bairro mesmo saíram três romarias, coisas do interior, mineiro que se preze vai orar pela santa ao menos uma vez ao ano.

Quando criança, ia muito com meus pais. A tradicional queima de fogos ao meio dia, onde eu ficava assustada, com as mãos nos ouvidos, indiferente às explicações de minha mãe, dizendo que eram para agradar à Santinha. O choro era suprido depois, com um passeio pela feirinha, onde comprava picolés enormes, típicos da cidade, meu momento preferido. Isto lógico, após assistir à missa. Reminiscências pueris que tenho infinitas saudades. Acho que por isso que me emociono com a música “Romaria”, entre outras canções envolvendo Maria, ainda mais se cantada na voz do conterrâneo Renato Teixeira, é pura emoção.

Depois de anos, voltei à Basílica, fiquei um tempo sem ir lá, acho que devido à morte de meus pais, afinal, estava religiosamente acostumada a ir com eles. Ano passado voltei à Aparecida, de onde no alto de sua torre, a visão do Rio Paraíba e arredores da cidade são aprazíveis.
Entre os milagres mais famosos Nossa Senhora conheço a história do “Cavaleiro sem fé”. O cavaleiro vindo de Cuiabá, em direção à Minas começou a zombar da fé dos romeiros, e para desrespeitar a fé dos transeuntes entrou com o cavalo na igreja. A pata do cavalo se prendeu na pedra da escadaria da Basílica Velha. O cavaleiro, abrupto pelo golpe, assustado, se converteu na mesma hora. Qualquer um que for à basílica verá a marca da ferradura, que ficou gravada na pedra.

Três Corações, minha cidade. Os fogos de artifícios em saudação à Maria começaram desde manhã, em cada canto, se reunindo ao meio dia como numa oração unívoca aplaudida pelo soar dos sinos, uma manifestação religiosa muito comovente, de beleza ímpar.
Salve Nossa Senhora, Padroeira do Brasil, que seu manto sagrado cubra-nos sempre, e em especial as crianças, pelo seu também dia!

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LANÇAMENTO DO LIVRO

PRIMEIRO LIVRO DE CRÔNICAS, INTITULADO “RIQUEZAS DO INTERIOR” DA ESCRITORA ELENISE EVARISTO. Este projeto visa divulgar novos nomes e publicações relacionados a Cultura da Cidade de Três Corações, através do lançamento do livro de crônicas “Riquezas do Interior”, da iniciante escritora Elenise Evaristo, contemporânea, mineira, dotada de sensibilidade e cultura e que com estes adjetivos, retrata na sua primeira publicação, embora já tenha sido apresentada ao mundo literário, através da publicação de um artigo, em livro lançado em 2008, intitulado: Quem conta um Conto de Fadas... Uma introdução aos contos de fadas dos Org. Geysa Silva e Luiz Fernando Matos Rocha. INTRODUÇÃO O Estado de Minas famoso por reunir marcas de um passado de riquezas Patrimoniais e Arquitetônicas, trazidas pelo Barroco e Rococó produzidos no século 18, e que garantiu que parte das cidades históricas adquirissem títulos de patrimônio da humanidade por parte dos órgãos responsáveis, possui ainda mais requinte quando se trata do legado da Cultura popular deixada pelos povos mais antigos. A cultura mineira tradicional fértil e diversificada, atravessa tempos e mostra para o Brasil a importância de se abrasileirar ainda mais as nossas tradições !

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Eu,por mim mesma: Virginiana, Terra, Melancólica. Tímida, Dedicada, Ciumenta, Muito Amor: Deus, família, alguém que sabe quem, amigos, Minas Gerais,e Literatura. Impulsiva, Sensível, Aspirante à escritora. Prazer: pôr-do-sol, cheiro de café coado de preferencia no coador de pano, cheiro de terra molhada, cheiro de curral, brincar com meus sobrinhos, comer bolinhos de chuva, ouvir música, assistir filmes, amo momentos simples e extasiantes Amo cozinhar. Adoro Conversar com pessoas e me encontrar nos meus momentos de solidão.

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