AS RIQUEZAS DO INTERIOR

Riquezas do Interior, o livro de estréia da escritora mineira Elenise Evaristo, abre caminhos no cenário literário brasileiro com a telúrica brejeirice de Minas Gerais. É em horinhas de descuido, como diria o também mineiro Guimarães Rosa, que Elenise capta momentos do cotidiano das cidades do interior e, com uma linguagem leve e acessível, convida o leitor a conhecer as riquezas de suas lembranças e de sua terra. Amalgamado ao seu estilo, Elenise utiliza seu repertório de leitora que vai de Drummond a Proust, passando por Machado de Assis e Rachel de Queiroz, para dar forma a sua escrita. Nas 27 crônicas que compõem o livro, a escritora traz à tona a imagem dos contadores de “causos”, a alegria das festas tradicionais, a inata religiosidade do povo de Minas, a singularidade da cultura popular das Gerais e reverencia personalidades marcantes e importantes por sua “mineirice”, como Fernando Sabino e Juscelino Kubitschek. Sob o olhar sensível e aguçado da autora, são resgatados valores humanos que, ao contrário do que se pensa, não ficaram perdidos no tempo, mas adormecidos no íntimo de cada um. Riquezas do Interior é um convite para que esses valores sejam despertados e para que possam ser postos em prática o quanto antes. Um mergulho no interior de cada indivíduo. Uma percepção das riquezas do ser humano. É o que Elenise Evaristo desafia seu leitor a fazer. * Texto escrito por Ana Carla Nunes e Beatriz Badim de Campos

A morte de um anjo

"O trabalho social precisa de mobilização das forças. Cada um colabora com aquilo que sabe fazer ou com o que tem para oferecer. Deste modo, fortalece-se o tecido que sustenta a ação e cada um sente que é uma célula de transformação do país".
- citado em "Cartilha Voto Ético 2004", publicado por Ação da Cidadania contra a Fome a Miséria e pela Vida"


Devo dizer aqui que sou apaixonado por trabalhos sociais, não o assistencialismo medíocre, onde pessoas fazem de tudo pra se promover, mas aqueles que realmente fazem a diferença. E gosto de acompanhar o trabalho destas pessoas que dedicam suas vidas pelo próximo. Um exemplo deste belo trabalho foi Zilda Arns, esta mulher que realmente trabalhava pelo humano, e é através desta singela crônica, que presto uma ínfima homenagem ao seu grande potencial.


Sempre via seu trabalho pelos noticiários, como disse, sou apaixonada por este tipo de trabalhos, voluntários ou não, que promovem ações humanas. Espero um dia ainda me dedicar a este time.
Zilda era fundadora da Pastoral da Criança, além de outros títulos. A médica aprofundou-se em Saúde Pública. Seu objetivo maior era salvar crianças pobres da mortalidade infantil, combatendo a desnutrição e levando orientações necessárias para a vida em família em comunidade, a pobreza não era desculpa para a mortalidade. Seus conceitos eram baseados na passagem da multiplicação dos peixes e pães que pode ser lido no Evangelho de São João. Já vi de perto o trabalho da Pastoral da Criança, ali envolve pesagem, distribuição de alimentos, brincadeiras para as crianças, além da famosa farinha nutricional. Um trabalho de tirar o chapéu. Crianças saem dali felizes, e as mães informadas, além de um acompanhamento periódico com as famílias. Assistência levada à cidades que nem pensamos existir no nosso mapa.


Zilda Arns, a grande médica e sanitarista, que levava às crianças e mães carentes instruções , e sobretudo carinho, com sempre seu sorriso. Passou a dedicar se também aos idosos, era “ multifuncional” , recebeu diversos prêmios. Foi proposta para o prêmio Nobel três vezes, fato que não é para é mérito para qualquer um.
A médica ontem dia 12 de Janeiro foi vítima ontem de um terremoto no Haiti, morrendo nos escombros. Estava ali cumprindo um papel humanitário. Que destino! Belo ou cruel? O importante é que cumpriu sua missão, e Deus chamou este anjo para junto Dele, com a certeza que a médica preparou bem seus discípulos para continuar seu majestoso e radiante trabalho.



Pesquisadores dão a “boa” notícia que num futuro não tão distante a tecnologia irá dominar tudo. Será fácil fazer tudo com um simples toque de dedo em um aparelhinho. Salas de aula serão invadidas pela cibernética, não será mais preciso ir a um museu, ele virá até você...Alias, já existe o famosos jogo Second Life ( existem outros que nem conheço, mas me lembrei deste) onde os jogadores conectados vivem uma segunda vida virtual , criando personalidade, tendo sua casa, seu carro, frequentando bares. Fico pensando o porquê das pessoas não viverem assim no nosso mundo real... É, o século XXI com suas revoluções. Cruzes!Neste futuro já próximo, será permitido reconhecer uma pessoa através do aparelho de celular, esqueceu quem é aquele seu “amigo”? Basta olhar com o celular, que se tiver registrado, ele passará as informações todas pra você. Músicos usarão instrumentos tecnológicos. Abaixo o exagerado piano, o violão, só instrumentos roboticamente modernos e horrorosos, sem vida.


Acho que deveria ter nascido em outra época, a tecnologia sim, tem suas vantagens, mas tudo em excesso faz mal.Arcaica eu? Não me defino assim, diria que sou totalmente in natura; olhos nos olhos, folhear um livro...Sentir, tocar, verbos que infelizmente estão sendo sendo deixados de lado.Aldous Huxley o escritor de Admirável Mundo Novo descreve um lugar onde o cinema ofereceria sensações, paladares, olfato, tudo isto conectado em uma grande platéia. O sexo carnal, só para procriação, mesmo assim, dependia de uma autorização. Do contrário, se podia fazer o sexo, mas conectando se através da mente por aparelhos. Isto já é visto em filmes de ficção científica. Socorro!
Mas nesta epopéia virtual, pretendo viver num lugar bem aconchegante, uma praia mansa ou uma montanha, com meus livros, ouvindo uma bela canção de Milton Nascimento, e muito em acompanhada. Ah, e pra dizer que não sou tão obsoleta, um laptop me servirá bem, se bem que já terá se reduzido à uma maquininha muito mais potente, e mesmo assim, porque escrevo e pra acompanhar notícias, porque senão seria também deletado( neologismo do mundo moderno) de minha vida. Pra mim, à mineira, “ta bão” demais.


Retomo aqui propositalmente Milton Nascimento. Li uma entrevista sobre ele, no inicio da semana, uma entrevista descontraída, dizendo que sua fama de estranho é fachada, e se deve principalmente ao complexo de suas músicas, que pra mim, é de uma beleza sem igual. Mas que ao mesmo tempo é esta complexidade de suas músicas que as mantêm vivas. Ele encerra a entrevista com uma frase dizendo que o palco é a coisa mais importante de sua vida. Uma foto do cantor na piscina ilustra toda a alegria do cantor, ávido por sua alegria de viver. Milton Nascimento é sem dúvida, um grande artista, que em seu estilo impar, que mescla a erudita música popular brasileiro, uma pitadinha nos sons suaves das Gerais, com influência de outros estilos como o jazz.Uma poesia musical que só ele tem. O artista diz ainda que pretende chegar aos 92 anos. Um ícone musical que deveria ser eternizado!


O Brasil, neste começo de ano, vem sendo fortemente atingido por catástrofes naturais, vejamos o exemplo da cidade de Angra dos Reis, o desabamento que teve elevado número de vítimas. Recordo-me da enchente que teve aqui em Três Corações, no ano de 2.000. Ricos e pobres foram atingidos, as águas do Rio Verde e arredores não escolheram classe e foram invadindo a cidade. Houve muitos estragos, e ao mesmo tempo, bondosamente nenhuma vítima. Catástrofes da natureza, que vem reclamando de seus maus-tratos, uma forma de alertar os homens que vem ferindo a mãe natureza. É fazer nossa pequena parte na preservação ambiental, para que não aja reflexos maiores num futuro não tão distante.


Três situações diferentes, que nos passam grandes lições: Que não nos tornemos robôs, deixando que o virtual ultrapasse o real, fato este que já está acontecendo, estamos deixando de cativar,sendo que um processo letargo mecânico está tomando conta de nossas vidas, sem que percebamos.
Que saibamos viver, dando o que melhor temos a oferecer, catástrofes podem atingir a qualquer um, não me refiro somente a catástrofes naturais, mas de repente, um problema pode mudar todo o esquema de uma vida. Aproveitemos os dias, da melhor da melhor possível.
Embelezemos nossas vidas, com momentos ínfimos de felicidade, como ouvir a voz de Milton Nascimento. Prazeres essências que tornam a vida mais suave. Saber viver ainda é a melhor solução.

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LANÇAMENTO DO LIVRO

PRIMEIRO LIVRO DE CRÔNICAS, INTITULADO “RIQUEZAS DO INTERIOR” DA ESCRITORA ELENISE EVARISTO. Este projeto visa divulgar novos nomes e publicações relacionados a Cultura da Cidade de Três Corações, através do lançamento do livro de crônicas “Riquezas do Interior”, da iniciante escritora Elenise Evaristo, contemporânea, mineira, dotada de sensibilidade e cultura e que com estes adjetivos, retrata na sua primeira publicação, embora já tenha sido apresentada ao mundo literário, através da publicação de um artigo, em livro lançado em 2008, intitulado: Quem conta um Conto de Fadas... Uma introdução aos contos de fadas dos Org. Geysa Silva e Luiz Fernando Matos Rocha. INTRODUÇÃO O Estado de Minas famoso por reunir marcas de um passado de riquezas Patrimoniais e Arquitetônicas, trazidas pelo Barroco e Rococó produzidos no século 18, e que garantiu que parte das cidades históricas adquirissem títulos de patrimônio da humanidade por parte dos órgãos responsáveis, possui ainda mais requinte quando se trata do legado da Cultura popular deixada pelos povos mais antigos. A cultura mineira tradicional fértil e diversificada, atravessa tempos e mostra para o Brasil a importância de se abrasileirar ainda mais as nossas tradições !

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Eu,por mim mesma: Virginiana, Terra, Melancólica. Tímida, Dedicada, Ciumenta, Muito Amor: Deus, família, alguém que sabe quem, amigos, Minas Gerais,e Literatura. Impulsiva, Sensível, Aspirante à escritora. Prazer: pôr-do-sol, cheiro de café coado de preferencia no coador de pano, cheiro de terra molhada, cheiro de curral, brincar com meus sobrinhos, comer bolinhos de chuva, ouvir música, assistir filmes, amo momentos simples e extasiantes Amo cozinhar. Adoro Conversar com pessoas e me encontrar nos meus momentos de solidão.

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