AS RIQUEZAS DO INTERIOR

Riquezas do Interior, o livro de estréia da escritora mineira Elenise Evaristo, abre caminhos no cenário literário brasileiro com a telúrica brejeirice de Minas Gerais. É em horinhas de descuido, como diria o também mineiro Guimarães Rosa, que Elenise capta momentos do cotidiano das cidades do interior e, com uma linguagem leve e acessível, convida o leitor a conhecer as riquezas de suas lembranças e de sua terra. Amalgamado ao seu estilo, Elenise utiliza seu repertório de leitora que vai de Drummond a Proust, passando por Machado de Assis e Rachel de Queiroz, para dar forma a sua escrita. Nas 27 crônicas que compõem o livro, a escritora traz à tona a imagem dos contadores de “causos”, a alegria das festas tradicionais, a inata religiosidade do povo de Minas, a singularidade da cultura popular das Gerais e reverencia personalidades marcantes e importantes por sua “mineirice”, como Fernando Sabino e Juscelino Kubitschek. Sob o olhar sensível e aguçado da autora, são resgatados valores humanos que, ao contrário do que se pensa, não ficaram perdidos no tempo, mas adormecidos no íntimo de cada um. Riquezas do Interior é um convite para que esses valores sejam despertados e para que possam ser postos em prática o quanto antes. Um mergulho no interior de cada indivíduo. Uma percepção das riquezas do ser humano. É o que Elenise Evaristo desafia seu leitor a fazer. * Texto escrito por Ana Carla Nunes e Beatriz Badim de Campos

Se vivo estivesse, Fernando Pessoa completaria hoje 123 anos, mas pasmén, ninguém vive até os 126 anos, e acho que chegar a tal proeza seria extremamente aborrecente ( ou não?)discussão está que realmente não me interessa.Bom, retomo Fernando António Nogueira Pessoa. Um grande poeta que buscou na metafísica a essência de sua criação.grande gênio capaz de criar vários heterônimos, devo confessar que o autor ainda é um enigma para mim, quanto mais leio sobre , mais fica uma sensação de querer saber mais ,aprofundar sobre seus heterônimos, a sede pela esfinge.

Poeta ímpar (hoje todos se dizem poetas...) deixou grande legado para os Modernistas e é um assunto polêmico até hoje, devido ao seu jeito introspectivo de ser, devido à riqueza de sua poética.

Em sua obra: Autopsicografia, Fernando traça bem o perfil não só seu, mas discutível em relação aos poetas.
O poeta é um fingidor

finge tão completamente

que chega a fingir que é dor

a dor que deveras sente

Quatro pequenos versos que transmitem a essência do artista. Versos que dariam verdadeiros compêndios sobre o que é a poesia, os sentimentos do poeta, questões que não me cabem aqui aprofundar.

Conforme o crítico Frederico Barbosa, Fernando Pessoa foi : “ o enigma em pessoa”. Qual seria o rela Fernando ou seus heterônimos... O que existe por trás do homem Fernando Pessoa, seus heterônimos, sua vida aparentemente pacata?... um mistério que a Literatura deve preservar.Talvez seja este o sentido de sua obra.


Conforme os historiadores, as comemorações das festas juninas precedem o nascimento de Cristo.Depois, durante muito tempo os católicos passaram a associar esta celebração ao aniversário de São João, no dia 24 de junho, mais tarde, os festejos incluíram os dias 13, de Santo Antônio e dia 29, de São Pedro. Foi trazida para o Brasil pelos portugueses, durante o período colonial.É dia de festa junina. Os apresentadores da quadrilha se reúnem. Primeiro, a quadrilha das crianças, que dançam ao som de “(...) olha a chuva, a ponte quebrou, é mentira...”. Algumas, bem pequenininhas, cabam às vezes perdendo seu par, mas rapidamente se uenem, fato que torna a dança ainda mais terna. A noivinha segue elegante e sorridente, ao lado do noivinho tímido, caprichosamente enfeitado com um bigode de carvão.
Depois é a vez dos adultos, que em perfeita harmonia corporal, metidos a caipiras,incita o público a entrar na roda. “A fogueira está queimando, o balão está subindo...” insiste a música do acervo popular, mas, sem balões, para evitar acidentes, sabemos. Com o final das apresentações, todos se voltam às barraquinhas,decoradas com bandeirinhas coloridas, onde se encontra deliciosos quitudes, comidas típicas da festa, bebidas quentes e pescaria para as crianças.
A noite fria passa despercebida, com o caloroso forró, além de contar com a fogueira. O céu, límpido, sem nenhuma nuvem, só enfeitado com as estrelas, tornando o clima ainda mais propício, com as bênçãos de Santo Antônio, São João e São Pedro.

imagem: google

Há muito se tem procurado definir o conceito de felicidade. Para os poetas, o momento epifânico da criação da poesia é o ápice da felicidade.Outros se sentem felizes ao adquirir cada vez mais bem materiais(felicidade momentânea , convenhamos). Cientistas não param de inventar pílulas milagrosas para estimular a tal felicidade, haja Prozac espalhado pelo mundo!

Mas quero hoje relatar uma cena que vi o verdadeiro conceito de felicidade. Vamos lá. Ritinha é uma menina meio russinha, com leves sardinhas na face e cabelo amarelado, um verdadeiro pixain. Deve ter por volta de nove, dez anos. Sempre me encontro com ela pelas ruas, mora à certa distância de casa, porém sempre nos esbarramos. Sei que tem problemas familiares, não cabendo aqui relatar. Além disso, não consegue acompanhar o ritmo de sua série escolar.
O fato é que devido a circunstâncias,soube que a menina é dada a responder com verdadeiros palavrões a qualquer um que pratique o ato de insultá-la. Acontece que mesmo com toda esta proeza revolta que a afasta dos amiguinhos, confesso que vou com a cara da criança, que andou até me pedindo algumas aulas particulares, prometi que ia cumprir com o gesto educacional, mas até hoje ainda não defini horário para ensiná-la, fato que cobro de mim neste instante.A realidade é que sempre encontro com a menina pelos caminhos , e me pede alguma coisa: uma bala ou algo qualquer.Noto que tem uma imaginação forte, conta histórias mirabolantes, talvez devido a certa carência.Acabou no final das contas que, desde o início, trocando monólogos, acabei depois me acostumando com Ritinha, e sempre que some, procuro saber informações a respeito.

Pois bem, dias destes, encontrei com a garota, com um leve batom na boca, estava bem mais arrumadinha do que de costume, e detalhe,havia feito chapinha no seu cabelo.Com uma franja enorme, cabelo provisoriamente liso, fazia questão de balançá-lo na certeza de que todos estavam vendo seu novo visual.Ciente de que esperava um comentário meu , fiz de desentendida. A danadinha, com as mãos no cabelo, logo veio perguntando se eu tinha algumas balas, pois deve saber que sempre costumo carregar em minhas bolsas. Não tinha balas. Muito educada comigo, agradeceu e começou a falar sobre sua sala de aula, um pretexto para dar tempo de elogiar seu novo visual. Vendo que tinha cessado todos seus argumentos para prender meu tempo, na esperança do elogio, desarmo então. Disse que seu cabelo estava diferente, a franja estava maior do que a minha, elogios que a pueril Ritinha esperava ouvir.Após o episódio, ela sai balançando novamente o cabelo, feliz.Sem mais a contar! “Felicidade são horinhas de descuido” como já dizia Guimarães Rosa.

imagem: google

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PRIMEIRO LIVRO DE CRÔNICAS, INTITULADO “RIQUEZAS DO INTERIOR” DA ESCRITORA ELENISE EVARISTO. Este projeto visa divulgar novos nomes e publicações relacionados a Cultura da Cidade de Três Corações, através do lançamento do livro de crônicas “Riquezas do Interior”, da iniciante escritora Elenise Evaristo, contemporânea, mineira, dotada de sensibilidade e cultura e que com estes adjetivos, retrata na sua primeira publicação, embora já tenha sido apresentada ao mundo literário, através da publicação de um artigo, em livro lançado em 2008, intitulado: Quem conta um Conto de Fadas... Uma introdução aos contos de fadas dos Org. Geysa Silva e Luiz Fernando Matos Rocha. INTRODUÇÃO O Estado de Minas famoso por reunir marcas de um passado de riquezas Patrimoniais e Arquitetônicas, trazidas pelo Barroco e Rococó produzidos no século 18, e que garantiu que parte das cidades históricas adquirissem títulos de patrimônio da humanidade por parte dos órgãos responsáveis, possui ainda mais requinte quando se trata do legado da Cultura popular deixada pelos povos mais antigos. A cultura mineira tradicional fértil e diversificada, atravessa tempos e mostra para o Brasil a importância de se abrasileirar ainda mais as nossas tradições !

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Eu,por mim mesma: Virginiana, Terra, Melancólica. Tímida, Dedicada, Ciumenta, Muito Amor: Deus, família, alguém que sabe quem, amigos, Minas Gerais,e Literatura. Impulsiva, Sensível, Aspirante à escritora. Prazer: pôr-do-sol, cheiro de café coado de preferencia no coador de pano, cheiro de terra molhada, cheiro de curral, brincar com meus sobrinhos, comer bolinhos de chuva, ouvir música, assistir filmes, amo momentos simples e extasiantes Amo cozinhar. Adoro Conversar com pessoas e me encontrar nos meus momentos de solidão.

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