AS RIQUEZAS DO INTERIOR

Riquezas do Interior, o livro de estréia da escritora mineira Elenise Evaristo, abre caminhos no cenário literário brasileiro com a telúrica brejeirice de Minas Gerais. É em horinhas de descuido, como diria o também mineiro Guimarães Rosa, que Elenise capta momentos do cotidiano das cidades do interior e, com uma linguagem leve e acessível, convida o leitor a conhecer as riquezas de suas lembranças e de sua terra. Amalgamado ao seu estilo, Elenise utiliza seu repertório de leitora que vai de Drummond a Proust, passando por Machado de Assis e Rachel de Queiroz, para dar forma a sua escrita. Nas 27 crônicas que compõem o livro, a escritora traz à tona a imagem dos contadores de “causos”, a alegria das festas tradicionais, a inata religiosidade do povo de Minas, a singularidade da cultura popular das Gerais e reverencia personalidades marcantes e importantes por sua “mineirice”, como Fernando Sabino e Juscelino Kubitschek. Sob o olhar sensível e aguçado da autora, são resgatados valores humanos que, ao contrário do que se pensa, não ficaram perdidos no tempo, mas adormecidos no íntimo de cada um. Riquezas do Interior é um convite para que esses valores sejam despertados e para que possam ser postos em prática o quanto antes. Um mergulho no interior de cada indivíduo. Uma percepção das riquezas do ser humano. É o que Elenise Evaristo desafia seu leitor a fazer. * Texto escrito por Ana Carla Nunes e Beatriz Badim de Campos

Arraiá do Nhô Neto






Foi com imensa satisfação que assisti mais uma vez a festa, desta vez julina, mas com todos os caracteres da festa junina, da Escola Estadual Jorge Avellar Neto. Sempre que volto ao local, tenho boas lembranças dos meus tempos pueris.
A tarde de inverno com o suave sol criou um clima de aconchego. O verde da mata ao fundo tornou a paisagem ainda mais bonita com a cor verde do Brasil, que perdeu a Copa, mas não perde suas raízes, como as tradicionais quadrilhas e festas do interior. O
arraiá do Nhô Neto aconteceu nas ruas próximas à escola, com direito a barraquinhas com deliciosos quitutes e bebidas típicas, tudo muito bem caprichado. A equipe da escola estava toda presente, atendendo a todos com atenção e organização.
A primeira apresentação foi da quadrilha maluca, com os alunos maiores, descontração na dança. Com o breve intervalo, deu pra aproveitar ainda mais os pastéis, que confesso, não resisto. Depois foi a vez da dança country, um show nos pés! Logo em seguida foi a vez dos pequenininhos, fragmentos de doçura. Por último, a eleição do rei e rainha da pipoca, com uma belíssima coroa ornamentada com pipocas e brindes para os ganhadores.

Foi uma tarde de fulgor, que certamente ficará na minha memória afetiva. Recordo dos meus dias ali, como estudante... Depois, momentos de minha sobrinha, Sofia, que também estuda lá há cinco anos, e no final deste ano deixará, certamente, com grandes saudades, a escola, concluindo os primeiros anos do Ensino Fundamental. Um ínfimo e grandioso ciclo de sua vida. Parabéns mais uma vez à diretora Lucidalva Pinheiro e a todos profissionais da Escola, que não cessam de levar adiante a educação, proporcionando sempre momentos de diversão e ternura, como esta bela festa aos alunos que, um dia, assim como eu, recordarão com carinho.

MUDARAM AS ESTAÇÕES


Estamos nos primeiros dias de Julho, o outono foi-se deixando nos com ares de saudade das suas tardes avermelhadas. Fez muito frio no Outono, teve dias em que tive que dormir com 4 cobertas, duas meias, duas calças, friorenta que só eu sei ser, apesar de amar o frio, devo enfrentá-lo prevenida. Pois bem, como disse, estamos em Julho, estou aqui diante do computador, sem minhas habituais meias, uma blusa de frio, bem levinha.

Fico pensando, mudaram as estações climáticas, está bem mais quente... Agora que era para fazer frio, não está tanto assim. As estações estão misturadas, o que antes eram tão bem definidas, provalvemente consequencia da destruição da camada de ozônio e da degradação da natureza.Com o exagerado calor, vem as mazelas... Recordo-me que quando criança, no período doa primavera / verão, apareciam as delicadas aleluias, aqueles cupins com asas(pensava que fossem algum tipo de formiga aladas), mas fazíamos a festa com as aleluinhas, brincando com as bichinhas, colocando nas roupas, com a preocupação de não quebrar suas asinhas, verdadeira alegria.Agora, o que mais aparece nas estações quentes é o impertinente pernilongo, a zunir durante vários meses em busca de sangue humano, cada vez mais ferozes.
Não reclamo da época quente, afinal, mesmo preferindo o sonolento frio, gosto de qualquer estação. Só quero dizer que as estações climáticas estão mudadas...
Não posso esquecer de dizer que temos as estações da vida, estas, imutáveis, a época de infância , a época madura, que nos firmamos como adultos e a derradeira velhice. Criança, vida, novo, aprendizagem. Adultos, preparação, luta, glórias, derrotas. Velhice, descanso, paz ou inferno para alguns que não souberam aproveitar, cuidar da vida, ou que por uma ironia do destino, foram privados de viverem dignamente.
Comecei a falar de clima, depois fui para as etapas da vida, mas propositalmente quis fazer um paralelo. Se as estações climáticas alteraram, as estações da vida são fatídicas. É preciso saber passar pelas intempéries das estações vitais. Diz Drummond que há duas épocas na vida, infância e velhice, em que a felicidade está numa caixa de bombons. Os bombons da infância já foram saboreados, alguns ainda sentem o gostinho. Mas que preparemos nossa vida, para que possamos conscientes poder saborear os bombons da velhice.

O meio ambiente vem sendo cada vez mais ameaçado pela degradação que o ser humano produz, diante destas situações, seria tão fácil evitar com pequenos atos, como jogar aquele ínfimo saco plástico dentro da lata de lixo, evitando assim grandes de grandes catástrofes, mas não nos importamos com isto. Eu fico indignada com minha cidade, pois em algumas ruas não encontro lixeiras, dai tenho de jogar papeis dentro de minha bolsa, para chegar em casa e só assim, poder jogá-los fora, isto sem falar naquele palitinho de picolé, que tenho de carregar nas mãos até dar sorte de encontrar pelo menos um saco plástico com lixo residencial , depositando o palito ali, já seco de tanto segurá-lo. Outra coisa que me revolta, são aquelas lixeiras feitas como se fossem gradinhas, você joga o lixo ali, e se ele for pequeno, escorre pelas grandes, que falta de serviço e gasto de dinheiro à toa!

Sabemos que o mundo vive a desenfreada busca pelo dinheiro, produzindo cada vez mais fábricas poluentes,onde, empresários na ânsia de ganhar dinheiro, não se preocupa em poupar o meio ambiente, não importando com o futuro de seus filhos e netos, despejando seus resíduos químicos em rios já semi-mortos pela poluição.O desmatamento, que casa um grande desequilíbrio no ecossistema, tudo isto não interessa aos fazendeiros e outros produtores, que vão cada vez mais ferindo mata adentro. Aluvião acontece a todo instante, reflexo da ação do homem. Inúmeras são as manifestações da revolta da natureza.
Movimentos como o Greenpeace, tentam fazer sua parte, mas ainda falta muita conscientização.A mítica Mãe terra, Gaya, sofre por seus filhos, vendo que estão causando sua própria destruição. Ainda me lembro que, quando criança, havia uma mina perto de casa, a água límpida escorria pelos dedos, como era refrescante, saborosa, gostinho de brincadeira. Hoje, a mina ainda existe, só que desativada para beber de sua água.A degradação acontece por todo canto, um exemplo são as manchas que levam tempo para deteriorarem no oceano, oriundas de colossais petroleiros , matando assim a vida dos fundos dos mares.
O comentado filme 2012 impressiona pelas cenas ,mostrando bem os fenômenos catastróficos que aconteceriam no citado ano.Ficção à parte, façamos nossa parte enquanto é tempo, porque depois não adiantará nada construirmos barcos gigantes no Himalaia como no filme do cenário apocalíptico 2012, ou de fazer a grande barca como o bíblico Noé, que afinal, levou só os animais...

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LANÇAMENTO DO LIVRO

PRIMEIRO LIVRO DE CRÔNICAS, INTITULADO “RIQUEZAS DO INTERIOR” DA ESCRITORA ELENISE EVARISTO. Este projeto visa divulgar novos nomes e publicações relacionados a Cultura da Cidade de Três Corações, através do lançamento do livro de crônicas “Riquezas do Interior”, da iniciante escritora Elenise Evaristo, contemporânea, mineira, dotada de sensibilidade e cultura e que com estes adjetivos, retrata na sua primeira publicação, embora já tenha sido apresentada ao mundo literário, através da publicação de um artigo, em livro lançado em 2008, intitulado: Quem conta um Conto de Fadas... Uma introdução aos contos de fadas dos Org. Geysa Silva e Luiz Fernando Matos Rocha. INTRODUÇÃO O Estado de Minas famoso por reunir marcas de um passado de riquezas Patrimoniais e Arquitetônicas, trazidas pelo Barroco e Rococó produzidos no século 18, e que garantiu que parte das cidades históricas adquirissem títulos de patrimônio da humanidade por parte dos órgãos responsáveis, possui ainda mais requinte quando se trata do legado da Cultura popular deixada pelos povos mais antigos. A cultura mineira tradicional fértil e diversificada, atravessa tempos e mostra para o Brasil a importância de se abrasileirar ainda mais as nossas tradições !

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Eu,por mim mesma: Virginiana, Terra, Melancólica. Tímida, Dedicada, Ciumenta, Muito Amor: Deus, família, alguém que sabe quem, amigos, Minas Gerais,e Literatura. Impulsiva, Sensível, Aspirante à escritora. Prazer: pôr-do-sol, cheiro de café coado de preferencia no coador de pano, cheiro de terra molhada, cheiro de curral, brincar com meus sobrinhos, comer bolinhos de chuva, ouvir música, assistir filmes, amo momentos simples e extasiantes Amo cozinhar. Adoro Conversar com pessoas e me encontrar nos meus momentos de solidão.

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